sábado, 9 de abril de 2011

Primeiras impressões #01: Sengoku Otome ~Momoiro Paradox~


Ta ai um anime que eu não imaginava que fosse assistir nem o primeiro episódio e para minha surpresa, acabei assistindo sei lá por que e não me decepcionei. A bem da verdade, já estava com um pé atrás devido á um comentário no twitter, mas lá fui eu e o resultado é... mais um anime pra minha nada modesta lista da temporada de primavera japonesa. Sengoku Otome ~Momoiro Paradox~ assim como o infame e ridículo Rio: Rainbow Gate!, este também é um anime baseado em uma máquina de pachinko lançado em 2008 pela Heiwa. O diferencial está que Sengoku constrói uma trama consistente no decorrer do episódio, ainda que modesta.


O anime se baseia na guerra do período Sengoku e conta como diferencial, a ousadia de transformar todos os guerreiros da época em mulheres. Já vimos exemplos disso em Hyakka Ryouran Samurai Girls e Queen’s Blade, certo? O fanservice já se mostra presente ali desde o inicio, com a guerreira gostosona com o mínimo de roupa no corpo, uma loli desajeitada que vive tropeçando com sua micro saia e pela ED, já se nota que é um anime ecchi. Mas nada apelativo (ao menos na versão TV), mesmo o ecchi se insinuando, o anime resguarda suas personagens e suas partes mais intimas e neste episódio, não se nota nenhuma censura pra fazer vender BD/DVD.


O anime começa nos mostrando mais um dia comum na vida de Yoshino ( Hidaka Rina ), uma garotinha que tem uma incrível capacidade de atrair a desgraça e que está sempre chegando atrasada na escola devido aos problemas que encontra pelo caminho. A Hidaka Rina (faz a Azuki em Bakuman, e Last Order em Toaru Majutsu no Index) conseguiu fazer uma excelente composição para a personagem Yoshina, conseguindo colocar nela aquela personalidade de garota problemática, hiperativa, curiosa e que está sempre se metendo em confusão.


O ponto alto do anime é quando Yoshino está em um templo para jogar moedinhas e fazer os habituais pedidos e novamente sua má sorte ataca e a moedinha sai rolando pra uma sala, onde uma garota parece está invocando e abrindo um portal e eis que Yoshino acaba sendo tragada para outra dimensão. Podemos dizer que ela foi mandada de volta para o passado e até aqui não há grandes explicações...alias, não há explicação alguma, ficamos perdidos sem saber o que esta acontecendo igualmente a protagonista. Ela é tão sortuda que já cai em meio á um ambiente hostil, onde guerreiras armadas incendeiam uma casa e uma garota tenta confronta-las e surpresa ela fica quando descobre que a garota é sua grande amiga, Mitsuhide (Eri Kitamura). Mas algo está errado caramba, a garota diz não conhece-la e a repudia.


Bem, a trama já se desenhou e podemos imaginar como seguirá até o seu desfecho. Yoshino agora serve a Nobunaga Oda (Megumi Toyoguchi), ajudando a conquistar mais territórios e procurar pela Armadura Carmesin e assim conquistar toda a terra. Se trata de um tesouro perdido e a premissa é uma aventura - divertida - com as guerreiras duelando em combates nada sangrentos e Yoshino causando confusão a torto a direito. Não há nada de novo, apenas uma comédia mediana de fantasia histórica apimentada com um pouco de fanservice, tudo isso intercalado com algumas cenas de ação. O mais engraçado disso tudo, é que Yoshino está com o seu livro escolar nas mãos exatamente na página que fala do período Sengoku e do grande Nobunaga Oda. Já imagino a hora em que ela descobri que se trata de um importante período histórico, mas que todos os personagens ao invés de homens, são mulheres.


Os personagens são os mesmos tipos caricatos de sempre, a garotinha atrapalhada, a garota tomboy, a amiga séria e inteligente e por ai vai. Mas todos eles tem uma boa dinâmica entre si e funcionam muito bem juntos e espero que sejam desenvolvidos além da superficialidade. A Eri Kitamura está muito bem como Mitsuhide, ela que fez a Ganessa em Freezing e e viveu a Saya em HOTD e particularmente adoro o timbre de voz da Megumi Toyoguchi que é bem firme e ideal para uma personagem meio masculinizada. Há ainda no episódio um cachorro que fala (@.@) e que poderá gerar varias cenas divertidas, pois ele parece muito mais esperto e maduro que Yoshino. Explorando situações divertidas, mas mantendo uma grande distância do humor pastelão, Sengoku pode vir a se tornar um bom anime pra quem procura algo divertido e despreocupado mas com uma trama bem construida por trás. Ainda é cedo pra afirmar qualquer coisa, mas o primeiro episódio deixa boas expetativas. A seguir mais garotas devem aparecer na trama e está feito o harém feminino, com o diferencial que o papel masculino da trama, dessa vez pertence á um cachorro falante. O anime é produzido pela TMS e a animação está muito boa e fluente e o designer dos personagens bem consistentes e ainda não da pra falar nada da trilha sonora, mas pela ED promete ser bem bacaninha. Aparentemente serão 13 episódios e esperemos pra ver se realmente se confirma como um bom anime, ainda que dificilmente vá figura entre os melhores, mas há um certo potencial.

4 comentários :

borbs disse...

Eu gostei, me faz lembrar daqueles animes de garotas mágicas e parece que vai ter esse isso ai incluindo. Tem tudo pra ser um anime bem divertido e como você disse, sem soar muito apelativo no fanservice, acho.

Raphael disse...

Olha o nome da peça: Hideyoshi *me referindo a Yoshino* Isso me faz lembrar de...........................................................................................

M.A.C. disse...

Esse eu não imaginava que você ia comentar Roberta-chan.
Eu baixei essa semana mas nunca pensei que ia ver ele aqui no blog.
Bem legal !!!

Roberta Caroline disse...

hehehe, poiseh MAC, nem eu imaginava >.<

Mas acho que fica só nesse post mesmo, eu gostei e fiquei com vontade de postar sobre ele ;)

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