segunda-feira, 16 de maio de 2011

[+18] Nana to Kaoru: E garotas que adoram comédias eróticas

Ero-mangás (ou Erocom como é conhecido no Japão) muitas vezes vivem na perigosa e tênue linha que difere o gênero ecchi, do hentai - mas que não podem ser visto assim já que nunca daria o que esse público quer ver de verdade - e tem seu publico alvo/fiel composto basicamente por homens. Mas também há muitas garotas que curtem este tipo de mangá, mas são poucos os que realmente contemplam esse público de uma forma mais abrangente. Ero-mangás são mangás com um conteúdo forte em erotismo e isso já o difere de um simples porno, sendo algo bem soft e provocativo, mas sendo destinado a um publico mais adulto, pode ir mais além do que a maioria das séries ecchi que são destinadas a garotos. Love Junkies é um que garotas parecem curtir bastante, consegue ser uma comédia erótica mediana, mas em termos de erotismo considero como "masculino" demais. Por outro lado, temos Futari Ecchi, que recebeu a alcunha de Mangá Sutra que faz todo o sentido em seu contexto. A história é bem global e o enfoque gera identificação para ambos os sexos, mas ainda assim ao longo de seus 49 volumes (atualmente), não passei do primeiro por achar muito "méh" e didatico.


 De todo o filão de ero-mangás, Nana to Kaoru foi o único que realmente me atraiu e me motivou a continuar a lendo, não somente por ter um tema que eu particularmente simpatizo de leve, mas também por ter um desenvolvimento muito bacana, apesar se seu plot básico e tendencioso. Ryuta Amazume consegue ser incrivelmente habilidoso no desenvolvimento de sua história e a deixando palatavél para as pessosa "comuns". Nana to Kaoru é bem provocante e mesmo sendo uma comédia erótica soft sobre M&S, é um titulo que faria qualquer um tremer caso seja pego lendo por qualquer pessoa do seu convívio (@_@) e se você assim como eu também for uma garota, a coisa é pior ainda.

A história

Nana to Kaoru ( Nana and Kaoru's SM diary ) é dito como uma comédia erótica sobre soft S&M (sadismo e masoquismo), apesar que humor não é a característica marcante deste mangá, ainda que seja bem divertido. A história é sobre dois amigos de infância que são completamente opostos um do outro, tendo em comum um segredo que acaba unindo-os. Kaoru é um garoto virgem de 17 anos que é visto por todos como um "loser" e de fato ele é mesmo. Vai de mal a pior no quesito escolar, sua companhias também são considerados a escoria do colégio, tem um humor seco e sarcástico e pra piorar sua aparência física ainda não é das mais atrativas (se é que entendem o que quero dizer). Os passa-tempos de Kaoru se resumem a masturbação e fantasias com S&M, isso para o desespero de sua pobre mãe, que se esforça em vão para que seu filho se esforce mais nos estudos e tire boas notas. Mal imagina ela das fantasias obscuras que seu filho possui...


Completamente ao oposto de Kaoru, Nana é uma garota linda e dedicada, que se esforça para ser a melhor em tudo que faz. Admirada por muitos e temida por outros tantos - devido ao seu jeito autoritário - ela faz parte de um grêmio estudantil e participa ativamente de atividades físicas, tendo um corpo que é alvo de olhares cobiçados. Nana é certinha demais (fato que já a deixou em apuros em certo momento do mangá) e sempre tira boas notas, ela mora longe dos pais e apesar de sentir a falta deles, sempre que eles ligam para ela, evita de dizer tudo o que realmente pensa sobre esta situação. Assim é Nana, a perfeição em forma de uma garota escultural, que mesmo com toda gozando de toda a popularidade, continua "pegando no pé" do seu amigo de infância, para que este se empenhe mais.


O pontapé inicial da história acontece quando, a mãe de Kaoru resolve esconder os "brinquedos" do garoto para que ele se esforce e dê mais atenção aos estudos. Para isso, ela recorre á Nana, pedindo que a garota esconda a sacola - contendo o brinquedo dele - até o dia seguinte. Mas como toda garota, Nana é curiosa e não resiste em saber o conteúdo que está dentro da sacola, que é uma roupa interior de borracha, meias e luvas 7/8. Acredito que seja o tipo de fantasia que se encontre em qualquer Sex Shop e que talvez seja o símbolo do fetiche - juntamente com o chicotinho e a mascara -. Oh sim, Kaoru não é apenas sadista, mas também adora fetichismo e bondage. Nas horas mais solitárias, se dedica a imaginar Nana vestida a caráter e realizando suas mais loucas perveções.

Bem, Nana que de santa só tem a cara mesmo, não resiste e experimenta a fantasia erótica de Kaoru e faz poses em frente ao espelho. Não demora para ela perceber um pequeno cadiado no cinto que prende a fantasia ao seu corpo. Ele se encontra aberto, mas Nana começa a sentir uma tentação em tranca-lo, obviamente isso seria muito perigoso pois o mesmo não possuía uma chave ao alcance para destranca-lo depois. Nana começa a dar os indícios de que realmente é uma garota muito pervertida, se sentindo excitada com o perigo eminente que aquilo tudo representava. Claro que ela não resiste e tranca o cadiado, rendendo uma seqüência hilariante quando ela se da conta do que acabou de fazer.



Sem ter como tirar a fantasia, Nana não tem outro recurso a não ser colocar um casaco e ir pedir ajuda a Kaoru - ele sendo o dono, nada mais natural que estive com a chave em seu poder -. Kaoru mal pôde acreditar no que estava acontecendo. A garota que era sua musa inspiradora e sua paixão secreta estava bem ali na sua frente, vestida da forma que sempre fantasiou. Ele pode ser um "loser", mas não é bobo e vai tentar tirar vantagem desse acontecimento. A forma como ele faz isso? Colocando em prática todo seu sadismo (prazer em submeter o outro) e se aproveitando de toda a submissão de Nana e suas características masoquistas (prazer em ser submetido) pressionando á ao máximo. Sem que Kaoru precisasse pedir - afinal, a tensão sexual estava nas alturas e o clima de sedução era evidente. Quem já namorou ou seduziu alguém sabe bem como é "o silêncio que precede o beijo" -, Nana se mostra para ele, destacando a peça intima de cor preta que se destacava sobre sua pele branca.


Há, danadinha. Ela não precisava fazer isso, mas sentia prazer em ser submissa, ser observada e saber que é alvo de fantasia alheia. Provocar e ser provocada, se inicia ai o desenrolar de uma história provocante de fantasia erótica, regada a romance e humor. Nana que vive na correria, vai poder ter seus "momentos de descanso" promovidos por Kaoru e assim, poder aliviar a tensão do dia á dia (huhuhu~66). Basicamente ela USA o Kaoru, mas vocês acham que ele se importa? E qual o garoto na situação dele se importaria? Há bem da verdade, os dois saem ganhando nessa história toda...


 A obra e seu autor

Nana to Kaoru é uma criação da mente pervertida de Amazume Ryuta e assim como Satou Shouji (o ilustrador maníaco por PEITÕES do mangá HIGHSCHOOL OF THE DEAD) é bem conhecido por seus doujinshis hentais. Normalmente, ilustradores que já produziram algum hentai, possuem uma arte bem detalhada, dando ênfase aos atributos físicos das personagens e assim é com Amazume. Mas, não é aquela coisa exagerada e isso se nota logo de cara já no traço que ele empregou neste mangá, onde as personagens estão longe de ter a aparência bishoujo (linda, maravilhosa) que estamos acostumados a ver em séries ecchi e o protagonista que ele criou não há um atrativo físico sequer (será que é pra mostrar que desprovidos de grande beleza física, podem usar a melhor arma de todas, a lábia?). Ele faz traços mais bonitos, porém ele resolveu adotar este e deu muito certo ao meu ver.


Nana to Kaoru nasceu nas páginas da revista Young Animal da editora Hakusensha (casa de Berserk), mas com a popularidade do mangá, ganhou uma outra versão na Young Animal Arashi (da mesma editora), que também é atual casa de Futari Ecchi. Está em publicação desde 2008 e atualmente conta com 6 volumes encadernados. Esta segunda versão do mangá é uma side story que se iniciou em 2010 intitulada Nana to Kaoru - Black Label (Nana to Kaoru Arashi), que se passa oito meses no futuro , com Nana e Kaoru em pleno verão, curtindo seu último ano escolar. Os personagens vivem novas histórias e como acontece em um período do futuro,  faz com que nada da história seja alterado.

A série ainda ganhou recentemente uma versão animada em OAD (que são DVD's que costumam vir acompanhados de alguma edição da revista em questão) que veio junto com a sexta edição do mangá e assim como o que acontece com KissxSis, parece que virá outros volumes acompanhados de OAD. E isto não é algo tão bom assim, se tomarmos como exemplo o que foi esse primeiro OVA. O anime foi produzido pela AIC Plus+ e é de péssimo gosto. Com uma qualidade técnica ruim e uma adaptação para lá de discutível, esta versão animada é completamente dispensável. Também há um live action produzido pela VAP e que foi lançado recentemente. Não faço a menor idéia de como esteja essa adaptação, mas se nem o anime conseguiu transmitir o que há de mais interessante no mangá, não creio que o filme tenha melhor resultado.




 Sadomasoquismo

Dominadores e submissos, nesse jogo sensual e consensual se encontra dois personagens sem um vinculo afetivo além da amizade, isto até o momento que começam a jogar. O enredo é mesmo bem básico, mas muito bem desenvolvido e Amazume Ryuta consegue extrair o melhor que este tipo de relacionamento poderia render, explorando de uma forma leve, um tema que só pelo nome já causa um certo desconforto em algumas pessoas. Logo se imagina os tipos mais hardcore de parafilias que se pode encontrar em obras do Marquês de Sade, que carrega no nome o que derivou o termo "sadismo". As obras desse escritor do século XVIII são povoadas de atos sexuais brutais, descritos de uma forma que varias pessoas definem como "poética" e podemos ver o exemplo ser seguido a risca por um dos seus maiores pupilos; Suehiro Maruo.


O masoquismo é uma parafilia que se consiste no ato de ser humilhado, espancado, atado ou submetido a todo tipo de sofrimento e humilhação. Masoquismo, é o oposto de sadismo. É o desejo de sofrer dor e de sujeitar-se à força. Este tipo de ato é bem perigoso, podendo levar a pessoa á morte, caso não sejam tomados os devidos cuidados. Tudo isso é descrito no mangá, dentro de um contexto que não deixa tudo muito didático, mas que seja minimamente informativo, seja por meio da interação de personagens através de diálogos ou apenas visualmente mesmo, por meio de atos dos mesmos. Interessante, é que se você não prestar atenção na história, muitos detalhes passam batidos por se dar de forma tão natural.


Domínio e submissão, na verdade é apenas uma das facetas do BDSM que é explorado na história. Se trata de uma sigla de origem americana que significa:

Bondage – Técnicas de amarração e imobilização
Disciplina – Fantasias ligadas à Dominação e Disciplina
Sadismo – Aquele que tem prazer em submeter o outro
Masoquismo – Aquele que tem prazer em ser submetido


E para que tais práticas descritas acima não se tornem uma sessão de tortura e horror desmedida no estilo Suehiro Maruo e seu Ero-Guro - pelo que pude averiguar em uma pesquisa á artigos sobre o tema, a principal finalidade do BDSM não é a tortura sem sentido, mas sim o prazer de ambas as partes. Sendo sadismo e masoquismo descritos como duas faces da mesma moeda -  outra sigla faz-se presente e necessária, o SSC:

São, de sadio, saudável.
Seguro, de cuidado e segurança.
Consensual, ou isso se tornaria um estupro, néah?!


Acredito que tudo isso varia de pessoa para pessoa, tendo cada um o seu limite. Amazume consegue representar muito bem isso em Nana e Kaoru, tornando a prática BDSM um jogo saudável que qualquer casal comum poderia aderir para fugir da rotina. E isso é o que para mim, torna Nana to Kaoru um mangá do mesmo arquétipo de uma série como Moshidora ou um pegando como exemplo, uma série mais próxima: Futari Ecchi. O que a diferente, é o fato de ser menos didática e o enfoque no jogo de sedução.

Nana to Kaoru

O mangaka, Amazume Ryuta, se concentra bastante no aspecto psicologico quando o contexto envolve S&M. Ele faz um excelente trabalho ao criar suspense dentro da história, seja em quaisquer aspecto, é sempre instigante acompanhar o desenvolvimento de sua história. Seu traço é bastante competente e sua abordagem ao erotismo, casa perfeitamente com as imagens, conseguindo passar em casa quadro o lado sexy aliado ao romantismo, que de fato não é o grande foco do mangá mas que consegue se sobressair sempre. Principalmente quando Nana e Kaoru estão entre "tapas e beijos" e com a introdução de uma nova personagem - a Tachi -, ela começa a perceber que sente algo mais por ele. Algo que aperta o peito e que a deixa transtornada de ciumes. O triângulo amoroso meio que empurra esses dois para um relacionamento mais sério, isso pode vir a ser interessante caso seja explorado, mas também é o deslocamento de algo certo, para algo incerto.


O mangá se equilibra no Soft-porn. Ou seja, um ecchi que é trabalhado em prol da história. Sem a exposição de partes intimas da personagem, ficando apenas na insinuação e fetichismo. As partes em que são mostrados de forma explicita, por exemplo, os seios de personagens femininas, é sempre por meio de imagens de revistas presentes na história ou colagens fetichistas. As fantasias até o momento se mostraram representadas de forma leve, sendo que a representação mais "forte" (em termos) foi na introdução do bondage, sendo que este choca mais pelo termo do que propriamente da forma como foi desenvolvido graficamente.

Conclusão:

O que se pode concluir, é que realmente Nana to Kaoru é para um publico comum, tendo ingredientes para agradar ambos os sexos, assim como para as pessoas que procuram algo além de uma "fapada" e que seja realmente erótico. Para aqueles que querem apenas ver sexo, peitos ou uma abordagem mais radical sobre o sadomasoquismo, creio que talvez seja meio decepcionante. Nana to Kaoru incorpora bem a arte de provocar e faz isso ao extremo, aproveitando bem todas as nuances que o erotismo tem a oferecer. O mangá está mais para uma "dramédia", onde podemos acompanhar o crescimento dos personagens e o amadurecimento que cada um vai tendo com o passar dos capítulos. Se incorporar o "gerenciamento", que é o tema base de Moshidora e "pescar" todas as dicas deixadas no ar, até você meu querido otaku que não sabe bem como agradar seu parceiro (em todos os sentidos), poderá ter sucesso em seu relacionamento. Mas deixando isso de lado, Nana to Kaoru é a melhor opção quando o assunto é ero-mangas. Confira.


Nome: Nana to Kaoru
Volumes: 06 (em andamento)
Revista: Young Animal (Hakusensha)
Ano: 2008
Autor: Amazume Ryuta
Demografico: Seinen
Gênero: Comédia, Ecchi, Romance, Adulto
Side-Story: Nana to Kaoru - Black Label

20 comentários :

Marcelo disse...

 lol

ALONE disse...

Carol, sua doida kkkkkkkkkkkkkkkk. Mas ficou muito legal o post e achei que você ia colocar imagens mais pesadas, como faz com os outros animes e mangás com a tematica mais adulta. Mas ficou excelente assim, não da pra esquecer que você é uma garota. Eu gosto mais de Futari H, tem umas dicas imperdiveis para otakus virgens '-'

Roberta Caroline disse...

E é assim que se resume Futari H? Olha, não ficou como eu gostaria mas sei lá néh, acho que certas imagens não fizeram falta alguma.

ALONE disse...

Claro que não! Futari é divertido, principalmente falando sobre o cotidiano do casal que agora esta bastante experiente no assunto de sexo. A diferença mesmo entre Futari e por exemplo NtK é o nivel de perverção. Acredito que Futari esteja direcionado bem para as familias clássicas japonesas, onde o basico é o feijão com arroz e olha que esse feijão com arroz da forma como o casal do mangá prepara é muito gostoso ;-;

julio pq disse...

Eu tinha visto a review no seu blog parceiro e esse seu artigo da uma complementada muito legal, seria legal também abordar essa questão de garotas que curtem mangás assim, porq há pessoas de mente muito pequena ainda. E por falar em mente pequenas, eu acho uma pena Nana to kaoru ser tão pouco comentado, apesar do seu tema a história é bem legal.

Mutenroshi (Buteco Shonen) disse...

Caramba, seus textos são muito bem desenvolvidos, parabéns mesmo pelo blog!

Quanto ao assunto abordado, bem...não sou o maior fã de animes ou mangás que tenham o sexo como foco, prefiro mais quando o sexo é tratado de forma mais natural, como costuma acontecer em seinens. Porém entendo que o fandom pra este tipo de material é imenso, portanto deve ser de fato explorado.

Roberta Caroline disse...

Obrigado, MESMO. Quanto ao que você disse, acho que entendo bem seu ponto de vista e vai de encontro ao argumento usado pela Panina em seu artigo sobre o "desastre" que foi Fractale. De qualquer forma, o Erocom já nasce com essa proposta néh, que é aliar uma história ao sexo, para o publico adulto e ao contrário do hentai, o enredo tendo a fluir naturalmente, só que ao contrario de seinens "normais", esse tipo de mangá já mostra escancaradamente esse recurso e se foca basicamente nele.É o tipo de leitura bem trivial mesmo, é como procurar ler um livro erótico.

Natália Fontanna disse...

Eu assisti o anime desse mangá ai Roberta, achei meio tosco. Mas você falando pareceu mais interessante, talvez eu dê uma lida... O_o

Roberta Caroline disse...

Leia sim, o anime é horrível, não conseguiram tirar nem um décimo do que o autor passa no mangá. Como vi em um comentário lá no twitter, esse OVA tá mais pra um pôrno soft >___<

OZZY disse...

Eu conheci esse mangá lendo um outro do mesmo autor: Toshiue não Hito. Fiquei vidrado e fiu atrás de outras obras dele e ai encontrei este que estou adorando, pena que demora pra sair novos capitulos. Eu não me irrito com o povo que acha se tratar de um hentai por causa das outras obras do autor, tema tradado no mangá e seu traço peculiar. Mas fui incrivelmente surpreendido em como ele apresentou essa estória e a agilidade em que as coisas acontecem, é tudo muito suave e natural. Poderia ter falado um pouco sobre Sarashina Sensei, livro que Kaoru usa bastante pra praticar o SM na Nana, quando fez a comparação com Moshidora. Mas seu texto está excelente, sem dúvidas e parabéns pela coragem, conheço algumas garotas que curtem mas é ruim delas botar a cabeça pra fora da toca. Sexo até hoje é tabu entre as pessoas, incrivel isso.

Moranguinha disse...

Você conhece ou lê Happy Negative Marriage? Também é do mesmo autor de nTk e é bem legalzinho. Recomendo grandão caso você ainda não conheça, fala sobre o cotidiano de um casal de recém-casados.

Roberta Caroline disse...

@Ozzy

Diria que é mais um pré-julgamento néh, afinal, tudo que envolve sexo foi feito em prol dos homens. Obrigadão por comentar ^_^

@moranguinha

Já vou falar, mas não li. Se está me recomendando, darei uma olhadinha.

Panina Manina disse...

Eu escrevi no dia que você postou mas deu bug aqui e perdeu o comentário.

O que eu não entendo é porque a Nana se submete aos fetiches do Kaoru. Sei que os fetiches dele são os dela também, mas é tudo muito "mais ou menos" e "broxante". Um relacionamento bem sem graça, sério.

Roberta Caroline disse...

Não exatamente viu Panina, acho que você interpretou os fetiches de forma errada então, por que Kaoru tem fantasias que envolve sadismo e a Nana que envolve masoquismo. Percebeu, que nesses "momentos" as fantasias de ambos é o oposto á personalidade que eles tem perante a sociedade? Nana normalmente é uma garota mandona e "perfeitinha", Kaoru é um loser da pior espécie. E pelo que pude observar em algumas pesquisas, é exatamente o perfil de pessoas que curtem S&M, de inverter os papeis na cama. Quem é mandão, quer ser provocado por outra pessoa, ser tentado a se submeter á suas ordens. Quem normalmente é passivo, quer ser o passivo nessas horas... já levando em conta os perfis que possivelmente deve encarar isso de uma outra forma, creio que seja isso que o autor quis passar...

Panina Manina disse...

Na verdade nem li direito, só uns capítulos e isso em intervalos de meses. Por isso não percebi essas nuances.
Até me interessei um pouco agora.

Panina Manina disse...

Na verdade nem li direito, só uns capítulos e isso em intervalos de meses. Por isso não percebi essas nuances.
Até me interessei um pouco agora.

Roberta Caroline disse...

@Ozzy

Diria que é mais um pré-julgamento néh, afinal, tudo que envolve sexo foi feito em prol dos homens. Obrigadão por comentar ^_^

@moranguinha

Já vou falar, mas não li. Se está me recomendando, darei uma olhadinha.

Roberta Caroline disse...

Leia sim, o anime é horrível, não conseguiram tirar nem um décimo do que o autor passa no mangá. Como vi em um comentário lá no twitter, esse OVA tá mais pra um pôrno soft >___<

Mutenroshi (Buteco Shonen) disse...

Caramba, seus textos são muito bem desenvolvidos, parabéns mesmo pelo blog!

Quanto ao assunto abordado, bem...não sou o maior fã de animes ou mangás que tenham o sexo como foco, prefiro mais quando o sexo é tratado de forma mais natural, como costuma acontecer em seinens. Porém entendo que o fandom pra este tipo de material é imenso, portanto deve ser de fato explorado.

ALONE disse...

Claro que não! Futari é divertido, principalmente falando sobre o cotidiano do casal que agora esta bastante experiente no assunto de sexo. A diferença mesmo entre Futari e por exemplo NtK é o nivel de perverção. Acredito que Futari esteja direcionado bem para as familias clássicas japonesas, onde o basico é o feijão com arroz e olha que esse feijão com arroz da forma como o casal do mangá prepara é muito gostoso ;-;

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