sábado, 16 de julho de 2011

Dorothea: O Martelo das Bruxas

Na ficção, vemos/lemos muitos exemplos de histórias que são moldadas com base no preconceito, lendas urbanas, fatos reais e períodos históricos. "Dorothea" se encaixa bem em todos esses exemplos acima e sua premissa chama a atenção de todos aqueles aficionados por História Medieval, mas não só esses, para aqueles que buscam uma história com um background realmente interessante. Dorothea é um recente mangá lançado pela editora Panini e que já se encontra atualmente (16/07) no volume 02. Adoraria dizer que, até o ponto que li (volume 02), Dorothea é uma mangá perfeito e questionar os motivos de você ainda não estar colecionando este titulo. Mas “Dorothea” tem um problema crítico de execução e logo no primeiro volume!!! Se a primeira impressão é a que fica, os que conseguiram chegar ao final do primeiro volume não querem nem saber de sua seqüência. Mas vamos por parte. Provavelmente não estaria escrevendo este texto se não estivesse me sentindo motivada.


-Aviso; o texto acabou ficando enorme. Mas espero que não esteja muito maçante pra vocês... 

[Ponto de vista 01]: "A casa dos brancos”

A história de “Dorothea” se passa na Idade Média, tendo a Europa e suas invasões germânicas (bárbaras), como cenário. Uma das características da Idade Média, é sua economia ruralizada, supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e uma sociedade hierarquizada. Visualmente, “Dorothea” faz perfeitamente o dever de casa. A garota Dorothea, vive no município de Nauders (que historicamente faz fronteira com Itália e Suíça). Sendo mais especifica, num vilarejo. É neste lugar que se encontra a “Casa dos brancos” (falando nisso, já assistiram a mini-série “A Casa das 7 mulheres”?), um local que pode ser descrito como um feudo, onde vivem as pessoas brancas. Estas pessoas são portadores do Albinismo (uma doença rara, caracterizada pela ausência de pigmentação na pele, cabelo e olhos. O albinismo é hereditário e determinado geneticamente) e, portanto aqueles que o possuem, tem a pele beeeeem clarinha e uma sensibilidade incrível á luz solar, chegando ao ponto de ficarem queimados, caso se exponham por muito tempo á luz solar. Vemos isso retratado diversas vezes no mangá, pela Dorothea. Aliás, ela possui olhos vermelhos, característica comum somente nos animais albinos.

A capa do volume #01 da Panini e a disposição do titulo, ficou um horror. AMADORA demais.

Agora pensem comigo. Cada um tem suas características físicas, mas num país tropical como o nosso, as pessoas ainda se espantam quando vêem um albino na rua. Estes acabam sendo vitimas de olhares de estranhamento, piadinhas e todo tipo de brincadeiras de mau gosto. Ainda hoje é difícil encontrar albinos na rua, motivo que levam muitas pessoas ainda a se surpreenderem com sua peculiar aparência. Albinos sofrem diversos tipos de preconceito e em alguns países, são perseguidos e mortos devido á crenças falsas. Agora, imaginem isso na Idade Média. Imaginaram? Então...

Infelizmente não há páginas coloridas na versão nacional

Em Nauders, os brancos são tidos como sinal de boa sorte e as crianças são um símbolo a ser protegido. Mas quando Madame Schanzgard diz á Dorothea em forma de profecia; “Ouça-me com atenção Dorothea. Em um futuro não muito distante, o mundo certamente nos rejeitará. O sagrado e o profano são inseparáveis. Aquilo que possuímos e consideramos símbolo de boa sorte... outros vêem como algo maligno e abominável.”, já é um prefacio de como será ditado os rumos que “Dorothea” irá seguir. Fora daquele local (na verdade, há pessoas ali que também não vão muito com a cara dos brancos, os considerando malignos), os "brancos" são considerados como pagãos, já que não crêem em Deus e adoram a Natureza, reverenciando-a como o seu Deus. Juntando isso á peculiar aparência, os “brancos” são tidos como demônios, criaturas do mal e feiticeiras, provocando nas pessoas; ódio, desprezo e medo.

Dorothea com habitual capuz e vestimenta medieval. Assim como a Clare de Claymore, usa saia, mas não fique esperando ver sua calçinha. Fanservice até então é inexistente.

Como o ambiente é de hostilidade e guerra, a “Casa dos brancos” se torna vitima de sucessivas invasões dos mercenários, que não vêem problemas em saquear e roubar uma casa repleta de pagãos. Como vocês sabem, mercenários são - mais especificamente - soldados, que depois de uma batalha vencida, roubam, saqueiam, destroem a propriedade do “inimigo” e até estupram as mulheres do vilarejo/condado abatido. E essa dualidade é uma das melhores coisas do mangá, onde a guerra travada pode ser vista como “cara e coroa”. Os soldados são vistos como “inimigos” pelo povo do país atacado, mas isso não os faz verdadeiramente vilões. Ali é cada um lutando pelo seu interesse. E é nesse conflito que Dorothea se verá perdida e confusa. Quando os mercenários dizem: "Somos os famosos, valentes, fortes e viris Lansquenestes", Dorothea não entende a principio, mas logo a frente ela sentirá na pele que, aquele cara que é tratado como “herói” nos livros escolares, também foi capaz de atos repugnantes.

[Ponto de vista 02]: “Os olhos inocentes”

Dorothea fora criada desde criança, nas imediações daquele vilarejo, não tendo conhecimento do que é o mundo. Pelo que já deu entender em dois volumes, temos ai uma história calcada na amizade de três amigos de infância, que acabam se separando, alheios a sua vontade, quando atingem uma certa idade. E cada um forma uma frente que deverá ser importante pra história, que até então trabalhou somente as figuras de Dorothea Eschenbach e Gyurk Frundsberg. Mas temos na (princesa) Else, aquela personagem que exerce uma certa influência. Os três com certeza protagonizarão o triangulo amoroso da história, que não dá – até então – grande enfoque nisso, ficando mais num romance bem sincero entre Dorothea e Gyurk. Ele que foge bastante do padrão de personagem japonês – talvez pela história se passar longe das terras nipônicas – e já temos logo de cara, um flerte seguido de um beijo roubado, por parte dele.


O senhor Sigmund, pai de Gyurk, é um experiente ex-combatente de guerra e agora, é mestre de Dorothea, tendo lhe ensinado desde criança, as técnicas do combate com espada. Oficialmente sendo treinada para ser a “Sacerdotisa da Espada”, que no mangá não diz do que se trata, mas podemos pré-supor que ela desempenhará o papel de cuidar do “templo”, aka “Casa dos brancos”. Papel atualmente desempenhado pela a avó de Dorothea, Madame Schanzgard, conhecida como Sybilla (nome daquelas que desempenham o papel de profetiza, atuando como oráculos), ela detém grande influência e respeito. Mas como as novas diretrizes redigidas pelo Papa, convocando a todos que exterminem os hereges, ela e seu povo correm grande perigo, sendo alvo certo dos inquisidores (se não sabe o que é, joga no Google hehehe). Mas naquele período de guerra e com o país vizinho querendo incorporar Nauders ao seu território, talvez ela consiga um trunfo, sendo uma “Sybilla” capaz de predizer o futuro e com as crianças que protege na “Casa dos brancos” tendo a simpatia de muitos graças á lenda de que “crianças brancas” trazem sorte. O Rei recentemente corado não gosta dos “brancos” e Lorde Johann, o conde (na Idade Média, era o senhor feudal, dono de um ou mais castelos e de terras denominadas condado - um território governado por um conde. Um condado era dado pelo rei numa prova de mérito à nobreza e ao clero) de Nauders, fará de tudo para se livrar deles e talvez, nem mesmo sua filha, a Princesa Else, que fora criada na “Casa dos brancos” poderá ser de grande ajuda. Madame Schanzgard pretende usar este fato para coagir o Conde, porém ele é uma pessoa capaz de prender sua filha num calabouço para que ela não mantenha contato com os “brancos”, é capaz de muito mais e o plano dela acaba não surtindo o efeito esperado.

Dorothea e Else. Conseguirão as duas mudar um destino trágico?

Dorothea não sabe nada do mundo e se arrepende de não ter partido com seu amigo Gyurk tempos atrás, para o campo de batalha. Agora que ele retornou, mesmo contra sua vontade, ela anseia por botar os pés para fora de Nauders, mesmo correndo o risco de ser acusada de bruxaria, ela quer proteger a todos. Ela que não sabe fazer previsões, uma negação como sacerdotisa e se achando incapaz de corresponder ás expectativas de sua avó, se sentindo completamente impotente. O perigo se aproxima do seu povo e mesmo que Gyurk e seu pai, Sigmund se oponham á sua vontade de ir á campo de batalha, ela acaba partindo e se juntando aos mercenários. Temos ai o retrato de uma mulher que se opõe ás tradições e se mostram á frente do seu tempo. A desconfiança que vem do sexo oposto é bem retratada, começando por Gyurk, que mesmo sabendo do talento de Dorothea no manejo da espada e da lança, tenta protegê-la ao máximo, lhe ocultando as barbaridades que presenciou e que acabou o deixando mais “maduro”.

[Ponto de vista 03]: “Caça às bruxas”

Aliás, ela precisa provar a todo instante seu potencial. Comparada á figura história de “Joana d'Arc, a guerreira”, Dorothea também acaba se tornando uma guerrilheira excepcional, ganhando o respeito de muitos homens e se Joana acabou ganhando o rotulo de bruxa, devido á seus “dons espirituais”, a nossa heroína é abominada como tal, pela sua aparência e pelo fato de ser pagã. Assim como Joana, Dorothea teve que duelar com um soldado e derrotá-lo, para só depois ser aceita pelo seu comandante de pelotão. No caso de Dorothea, ela inicialmente faria parte do grupo de apoio, que se consiste de mulheres bonitas, incumbidas de dar prazer sexual aos soltados. Um outro ponto muito bem ressaltado, eles gastam todo seu dinheiro com as mulheres da tropa de apoio, comandada por Edwige, uma meretriz que na frente de Dorothea se mostra bem cordial, mas suas atitudes são bem contrarias á sua aparente simpatia. E a ingenuidade de Dorothea é tanto, que a pobre não faz nem idéia de qual a missão incumbida ás mulheres da tropa de apoio. Mas como eu estava dizendo, eles gastam todo seu dinheiro com mulheres e vêem no roubo das propriedades de seus inimigos, o retorno financeiro.

Dorothea e Gyurk cavalgam sobre os destroços do condado atacado barbaramente

O volume 02 foi onde Cuvie, autora do mangá, acertou em cheio na dinâmica do enredo, mostrando toda sua sensibilidade artística ao reproduzir de forma contundente, os horrores de uma guerra. Ao duelar com um soldado rival, Dorothea começa a perceber que, ele não é o “mal” que ela imaginava encontrar e suas dúvidas começam a lhe perturbar. Batalha vencida, ela se surpreende ao ver seus companheiros destruindo e roubando as casas dos combatentes rivais. Questionados, eles dizem: “Não da pra levar arriscar a vida fazendo isso se não tiver ao menos uma recompensa dessas!”, “Não temos como encher a barriga só com palavras bonitas”. Ela continua sem entender e diz: “M-Mas vocês são os honrados Lansquenestes” e seu mundo cai quando percebe que eles não apenas saqueiam, mas também atacam mulheres e crianças. Ao salvar uma camponesa de uma tentativa de estupro, ela acaba ficando frente á frente de uma verdade dura; a mulher que acabara de salvar, era esposa de um soldado que morreu em suas mãos. Ao confrontar a verdade, a mulher acaba preferindo morrer queimada a ser salva por Dorothea. Ao ser empurrada por uma criança, aos gritos e com palavras mordazes como, “Bruxa” e “Assassina”, Dorothea finalmente entende o que o senhor Sigmund quis dizer com; “Defina bem, aqueles que você pretende proteger.” e “Não veja mais nada. Apenas continue a empunhar a espada”. Ao ver uma família inteira preferir morrer queimada ao ser salva por ela, a voz de Gyurk nos seus pensamentos parecia uma espada cravada em seu peito: “Você é capaz de passar de vitima á criminosa?”.

Um momento de fraqueza diante da realidade desprezível da guerra e seus protagonistas

Dorothea é uma criança num mundo dos adultos e precisará a aprender lidar com a dura realidade. Ela tem força, habilidade de combate e astucia, mas ainda continua sendo mulher e sua fragilidade emocional vem á tona. Mas quando descobre que a “Casa dos brancos”está definitivamente na mira da Igreja Romana e do país de Ems, que pretende tomar Nauders para sí, Dorothea sente um grande temor e o medo começa a correr por suas veias. O lado psicológico é trabalhado de uma forma brilhante e eu me senti MARAVILHADA ao ler cada linha de dialogo e pensamento de Dorothea. Não é preciso se IDENTIFICAR com o drama dela para se sentir mais próximo da história. Seu drama é envolvente por si só e causa empatia. Afinal, como Dorothea irá lidar com tudo isso? Felizmente ela escolhe o caminho mais difícil e resolve NÃO fechar os olhos para todas as atrocidades de presenciou e a forma como ela resolve confrontar seus companheiros é simplesmente sensacional. Ela que pode ter a proteção de Gyurk e não apenas isso, seu colo para chorar. Mas ela prefere conquistar seu espaço com seus próprios esforços.

Cuvie tem um traço simples, mas roteiro inspirado

Com sua incrível postura no campo de batalha, Dorothea é promovida (Presente de grego, né!? @_@). Mas que promoção ein? O comandante da tropa, pretende usá-la como isca para atrair a atenção inimiga, os Valdenses. E a melhor forma de fazer isso, seria ela se fazendo de Bruxa. Aproveitando do boato de que há uma bruxa no meio da tropa de mercenários, os Valdenses que comandam um “Caça ás Bruxas”, morderiam a isca e vencer esse inimigo, representa o meio mais fácil de Dorothea conseguir o que tanto almeja. O próximo volume promete fortes momentos de tensão e confrontos psicológicos intensos, já que Dorothea fará o papel da “Bruxa” e chamará para si, a atenção de todos.

Crítica

Originalmente o subtítulo de Dorothea é “O Martelo das Bruxas”, que originalmente se trata de um manual para se ter um conhecimento prévio sobre as bruxas, também conhecido como “O Martelo das Feiticeiras”. No contexto das perseguições ás bruxas, esse é tido como o tratado mais importante (que foi inclusive publicado oficialmente, aqui no Brasil), repleto de informações como, guia de como reconhecer e descobrir o disfarce de uma bruxa, todos os maus que estas são capazes de fazer e a forma como condená-las legalmente (eu e o Dr. House ainda estamos em busca da formula de como fazer autopsia em um humano vivo. Legalmente,claro). O titulo do mangá aqui no Brasil ficou como “Caça ás bruxas”, que também não está muito longe do significado original; uma perseguição religiosa e social, tendo seu apogeu nos países da Alemanha, Suíça e na Inglaterra, condenando religiões pagãs, lhes dando a alcunha de satânicas.

Genial, Dorothea encontrar na dança a forma de confrontar os soldados e persuadi-los de ataques bárbaros

“Dorothea” é bem feliz ao retratar o catolicismo na Europa feudal, retratando na personagem de Dorothea, a imagem daqueles que ainda praticavam religiões pagãs, mostrando como eram marginalizados, temidos e perseguidos. O primeiro volume é maçante ao extremo e com uma leitura desmotivante. E não estou sozinha com essa opinião, tive oportunidade de conversar no twitter, com gente que passou pelo mesmo que eu; um sentimento de frustração e nenhuma vontade de dar prosseguimento ao mangá. Com os comentários do Dih (do ChuNan) me senti interessada no titulo, mas definitivamente, depois de ler a resenha do mangá no Mangás da Panini-fansite, que decidi que tinha que comprá-lo. Levei semanas até conseguir concluir todo o volume, já que eu lia um pouco e parava, não sentindo vontade alguma de recomeçar a leitura. Sério, a execução do enredo no primeiro volume não é apenas lento e desestimulante, mas também um pouco confuso. Cuvie não soube dar uma boa dinâmica na trama que leva Dorothea á por os pés fora de Nauders. Na segunda metade do ainda primeiro volume, com Dorothea já como mercenária, a história consegue ser minimante melhor e mais interessante. Mas sem sombra de dúvidas, o segundo volume é aquele divisor entre céu e inferno, sendo este o que me motivou a continuar colecionando e lendo Dorothea com a empolgação de uma criança. O segundo volume incide sobre a vulnerabilidade emocional de Dorothea, que sai para o mundo pela primeira vez, sem saber o que poderia encontrar. Tive vislumbres de Rosa de Versalhes, o famoso anime originado no mangá de  Ryoko Ikeda, onde da mesma forma que Dorothea, Oscar percebe que é apenas uma peça, sendo usada pelas articulações políticas de seus Reis e comandantes.

Ser mulher e sua aparência são seus maiores problemas no campo de batalha

A trama política, as intrigas envolvendo a “Casa dos brancos” e o estado, assim como a aparência de Dorothea, dão bastante cor ao enredo medieval de “Dorothea”, tornando esse mangá incrivelmente fascinante. Cuvie é uma mangaka inexpressiva, assim como seu mangá, tendo diversas séries hentais e ecchis em seu currículo. Mas por incrível que pareça, mesmo sendo uma autora de obras, onde o traço é o que chama mais atenção, sua arte não é o que se pode chamar de detalhada e nem bonita. É apenas competente e faz seu dever de casa, apesar de que há personagens muito parecidos, os fundos e paisagens são bem simples, mas gostei do resultado. Não tem aquela horrível poluição visual que torna quase impossível distinguir cada elemento da pagina. As seqüências de ação não são fantásticas, mas este não é o foco também, com elas durando bem pouco, mas dão o recado direitinho.

Dorothea aceita os riscos de ser queimada viva, ao se intitular uma Bruxa

Dorothea é um mangá composto por 06 volumes já completos, com arte e roteiro da artística conhecida por seu pseudônimo de Cuvie. É titulo oriundo originalmente das páginas da revista Dragon Age, que atualmente publica Highschool of the Dead, da editora Kadokawa Shouten, no distante ano de 1995. A questão do feminismo é uma bandeira levantada, tendo na guerra o pano de fundo para retratar o preconceito racial e a figura da mulher para elevar o discurso feminista, mas de uma forma menos caricata e mais subtendida, não precisando a Dorothea ficar hasteando esta bandeira, já que a Cuvie já faz isso nos diálogos indiretos e nas atitudes da personagem titulo. Os outros personagens que compõe a história e giram em torno de Dorothea também são bem interessantes e com um background convincente. Se você faz parte do grupo que não curtiu o primeiro volume, digo que vale a pena continuar investindo no titulo, dando mais uma chance e lendo o segundo volume. Vai que você também acaba sentindo a mesma empolgação que eu? 


Tipo: Mangá
Volumes: 06
Autora: Cuvie
Editora: Panini
Páginas: 178
Brochura/formato: 13 x 18 cm 
Valor: 9,90 
Tradução: Karen Kazumi Hayashida

12 comentários :

junior disse...

Caça as bruxas em mangas essa e novidade para min
parece ser interresante pelo menos não fica apegado no cristianismo ja que o japão falar sobre cristianismo so sai merda

Tifa disse...

Só discordo do ponto que diz que o primeiro volume é maçante. Curti pra cacete XP Mas ótimo post e concordo com todo o resto. Muito recomendado esse mangá.

Sakura disse...

Sem tempo de comentar aqui, como eu fazia antes, mas dessa vez não pude evitar. Sacerdotisa da espada, diz respeito a mulher responsavel por proteger o templo, sendo intermediaria entre Deus e os homens. Acho que é uma tradição grega e todo templo tem várias sacerdotisas e cada qual com sua função. Sacerdotisas são bem comums na Wicca, sendo algumas vezes a pessoa mais importante em muitos convens. Pelo que eu pude entender, o papel da Dorothea ali era proteger a todos, sendo uma sacerdotisa da espada. Mas sua vontade mesmo era sair pra lida.

iagomoraewsKyriu disse...

O que me chamou a a tenção em Dorothea for ser retratado na era medieval o que são poucos mangas que retratam essa era e o que eu acho que é mais foda é Record of Lodoss War mas este ja tinha uma historia vinda do jogo já Dorothea vinha do zero com uma autora que até então era do mundo dos hentais e este seria seu primeiro shonen então apesar de eu ter achado o primeiro volume bom em relação a experiencia da autora com este tipo de obra teve algumas falhas na dinamica mas não foi nada que me fizesse dropar o projeto então comprei o dois e apesar da melhora significativa não tenho muitas esperanças de que a serie seja completada pela Panini pois estou até hoje esperando o volume dois de ROLW a bruxa cinzenta e não veio isso ja tem uns dois anos não sei se Dorothea terá tiragens para que sua obra continue por aqui sei que no japão fez certo sucesso mas do japão para o Brasil são outros quinhentos ja que Shonen para os fã daqui tem que ser ou um Pirata ou um ninja laranja

Carlírio Neto disse...

Saudações

Quando a gente lê um texto feito com propriedade (isto é: com vontade e por realmente gostar do assunto abordado no mesmo), ele não se torna maçante. Isso é o que importa (para mim).

Minto: o post pode estar maçante para desinteressados no assunto. E, realmente, não me recordo de ter lido anteriormente tão longa postagem aqui no Elfen Lied Brasil.

De qualquer forma, uma ótima abordagem deste mangá, sem dúvidas. O vi à venda hoje em Curitiba, as duas edições.

Aparentemente, este mangá deve ter um certo cunho religioso o que, infelizmente, poderá fazer com que algumas pessoas torçam o nariz para a obra rapidamente.

Gostei da abordagem. Ótimo texto.

Até mais!

Panino Manino disse...

Só li o primeiro parágrafo.

"Mas “Dorothea” tem um problema crítico de execução e logo no primeiro volume!!! Se a primeira impressão é a que fica, os que conseguiram chegar ao final do primeiro volume não querem nem saber de sua seqüência."


Foi exatamente o que aconteceu comigo, parei exatamente na metade do volume e nem sei mais onde ele está. Não ajuda nada a péssima distribuição da Panini. Até hoje não avistei o segundo volume em lugar nenhum, então o interesse morreu completamente.

Bem, espero não decepcioná-la.

Iilia disse...

Dorothea é uma leitura super indicada. O primeiro momento não é tão bem desenvolvido mas logo a autora entra no ritimo e fica tudo mais agradavel. Espero que a Panini não fique com putaria não.

julio pq disse...

Oi Roberta Carol. Também estou retornando ao blog, já estava com saudade de ler seus posts mas a correria estava demais essas últimas semanas.

Dorothea conquistou a todos e a mim também pela sua inteligência e habilidade. Achei ela muito graciosa. O segundo volume realmente foi mágico, a parte em que acontece aquilo tudo com a vila onde atacaram e ela acaba se lembrando da casados brancos curtir pampas. Realmente é dificil ver o mundo medieval bem retratado nso quadrinhos, excelente lançamento da Panini.

Roberta Caroline disse...

@iagomoraewsKyriu

Espero sinceramente que não acontece o mesmo. Mas é certo que ela lançe todos os volumes.

@Panino Manino
Bom, recomendo caso veja por ai o volume 2, agarre-o. Pode ser que se surpreenda.

@julio pq
Oi Júlio, é ótimo ter você novamente por aqui. Normal essas coisas né, o importante é que não se esqueça daqui ^_^

Roberta Caroline disse...

@Carlírio Neto

Muito obrigado, fico realmente agradescida com tais palavras. Realmente creio que seja a maior até hoje. Essas postagens que vão ganhando vida própria... -.- :)

Mei Linwau disse...

Acabei de ler o segundo volume, e estou adorando, apesar de não ter comprado ainda (um amigo me emprestou). São poucos volumes, acho que irei colecionar. E eu me assustei muito quando vi a arte de Cuvie, porquê o traço é bem parecido com o meu o_o (tá ainda não desenho tão bem assim, mas se parece um pouquinho xD!)
Esta parte em que Dorothea dança me lembra Shamshir, a dançarina com espadas de Zektbach, quase surtei quando vi, achei ainda melhor.
Gostei das notas no fim dos volumes da Panini, acho que é por causa delas que eu compro tanto mangá da editora xD
Ótima postagem tia, é ótimo sempre voltar ao seu blog e não se arrepender do que lê o/

Accelerator disse...

Dorothea me interessou bastante, mesmo vc dizendo que a leitura do manga é desestimulante eu ainda assim fiquei com vontade de ler essa obra.
Esse post ja é meio antigo então eu acho que não é mais possivel achar Dorothea nas bancas , o jeito vai ser ir na net mesmo .

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