domingo, 20 de novembro de 2011

[+18] Onani Master Kurosawa: O Mestre da Masturbação


Onani Master Kurosawa é um dos mangás mais aclamados na web pelos otakus – E a despeito do titulo, que no primeiro momento te dá uma sensação de incredulidade, juntamente com a sinopse quase que é praticamente um plot de um hentai qualquer, é uma série recomendada por pessoas que possuem uma opinião relevante, como o Kauê do [extinto] blog Otakismo (@AntonioLeeDesu) , @Nintakun  do Mangás Cult e @ojudeuateu do Mangás Underground (atualmente Mangás²). Isso para ficar apenas nos blogs parceiros, porque há tantas outras pessoas sérias que arrotam elogios para Onani Master Kurosawa e diante de TAAAANTOS blogs que recomendaram sua leitura, o Elfen Lied BR não poderia ficar de fora dessa festa.

 A sinopse é inusitada, como pode uma série ser interessante, girando em torno de um adolescente que tem o habito de todos os dias usar o banheiro da escola para se masturbar para uma garota diferente? A resposta é simples, usar um tabu como meio de desenvolver uma história ainda maior, explorando conceitos da natureza humana e todo o lado psicólogo do personagem título. A masturbação ainda é um tabu mundial, imagine então para uma sociedade tão conservadora quanto à japonesa? Se aqui no Brasil, um professor tocar no assunto em uma sala de aula já seria algo como “pisar em ovos”, para as garotas é ainda mais grotesco – apesar do assunto vir sempre à tona nos grupos ou panelinhas, não é algo que se fala tão abertamente. No geral, para as garotas, isso de “ser homenageada”, é algo completamente enojante só de pensar. E é exatamente nessa estranheza que a história se desenvolve e dá seus primeiros passos a um dos “plot twist” mais torturantes que eu já tive o prazer de ler em um mangá.


Kurosawa Kakeru é um daqueles típicos personagens introspectivos, frios e metódicos, que não curtem se socializar, considerando muitas das pessoas que fazem parte do seu convívio, patéticas. Um anti-herói. Assim como OMK (Onani Master Kurosawa) é uma parodia consciente de Death Note (tanto que ganhou o apelido de Fap Note, na web), seu protagonista, Kurosawa é uma caricatura bem obvia de Light Yagami, com todos os seus monólogos introspectivos, egocentrismo e aquele feeling outsider. Korosawa, assim como (imagino eu) todo garoto, tem o habito de se masturbar para as garotas que mais lhe atraem na escola, seja por uma saia curta, cruzada de pernas, sua forma de agir – Ele grava todos os gestos involuntários das garotas na mente para usar na sua sórdida fantasia. Mas as fantasias de Kurosawa não se resumem a usar a imaginação, ele tem um habito de todos os dias após o termino das aulas, ir até o deserto banheiro feminino e se masturbar pensando em alguma garota da escola, a sua vítima.


Mas em uma de suas "atividades diárias", ao qual ele mesmo define seu fantasioso fetiche, acaba sendo flagrado por uma de suas colegas de classe, a igualmente introvertida, Kitahara. A partir de então, OMK dá um giro de 360º e nos mostra o motivo de ser aplaudido e tido como uma das melhores histórias já escritas. O mangá tem um apelo psicológico incrível e consegue ser envolvente em todos os sentidos.

 Desenvolvimento

O fato de OMK ser comparado a Death Note, vai mais além do que eu comentei ali em cima. Além da tensão e forte carga psicológica presente no enredo denso e inquietante, temos a própria premissa básica da série mais famosa de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata. Julgando a sociedade como hipócrita e imbecil, Korosawa usa suas "atividades diárias", também como forma de se livrar do stress. Em suas fantasias, ele violenta e pune sadicamente a garota em questão por qualquer ato que ela tenha praticado durante o dia, que o tenha irritado de alguma forma ou que o mesmo considere inadequado. As cenas são fortes, mesmo que implícitas visualmente e esse é um dos méritos dos autores de OMK. Temos o clímax dessa linha de pensamento quando ele vê os constantes abusos físicos que Kitahara sofre de suas colegas, ao qual a história passa a trabalhar mais a questão do bulliyng de forma altamente satisfatória. Difícil que nenhuma das situações ao qual Kitahara acaba sendo vítima, não mecha com os instintos de quem está lendo. É ai que Korosawa se transforma no herói às avessas e resolve punir as garotas, sujando as publicamente. 



Eu comentei lá em cima que só a ideia de alguém estar te utilizando em suas fantasias pervertidas, é algo completamente nojento, imagine você, otaquinha que está lendo esse texto, ter uma de suas peças íntimas ou pertences pessoas sujados por esperma e pior, ter essa vergonha exposta para toda a classe? Essa é a síntese de OMK, onde o protagonista se vinga das garotas, expondo-as em seu ponto mais frágil. Depois de ser flagrado por Kitahara e ela saber que ele é o autor por trás dos incidentes envolvendo suas algozes, a vida de Korosawa se transforma em um pesadelo, pois a até então, sendo apenas a figura de uma frágil garota, resolve usa-lo em um perigoso jogo de punição e vingança contra todos aquelas que a maltratam.

 OMK tem capítulos que são perturbadores, inquietantes, onde em cada final, o cliffhanger é como se fosse uma facada no coração. É divertido ver em como as situações limites de cada capitulo até então, nos leva a reflexão, onde um “Kurosawa Kira” pratica a justiça à sua própria maneira. E levar o leitor a pensar é outra característica de OMK, pois em meio a todos os atos de vingança, onde Kurosawa pouco se importa pelo fato de estar sendo manipulado, outras histórias vão se desenvolvendo e várias questões veem a tona. Aquele é um jogo explicitamente perigoso, onde Kitahara é tão abusada e discriminada, que não consegue mais medir as consequências de seus atos, e Kurosawa percebe isso. Mas já está completamente envolvido naquela doentia roleta russa.

Um romance, um copo de cólera

Descrevendo da forma como fiz acima, faz se pensar que OMK é um desses seinens (mangás voltados a um publico, teoricamente, adulto) pautado no alto teor psicológico e dramático. O que é verdade. Mas não é apenas isso. A história passa por vários estágios, indo da involuntária comédia do dia-a-dia que envolve Kurosawa e sua conturbada relação com os colegas de classe, passando pela descoberta do amor e terminando no ponto que mais interessa: O crescimento. OMK é uma história sobre CRESCER, o importante momento em que você abandona sua despreocupada adolescência e tem que encarar questões complicadas na passagem para o mundo adulto. 

Particularmente, os dois primeiros capítulos não me cativaram. O que vi foi apenas o monologo de um garoto entediado e que passava os dias se masturbando no banheiro feminino. A introdução é ótima, porém o hype é maior e você sempre espera já de cara por algo completamente avassalador. Mas o tom de “comédia escolar” e de que nada de importante poderá acontecer é quebrado. A história fica extremante envolvente, Korosawa surpreendentemente encontra o amor e novamente a narrativa é quebrada violentamente. O romance, o clima de chuva caindo, encontros inesperados na biblioteca da escola e uma promessa romântica, dá lugar à cólera. Eu fiquei completamente sem reação, sem folego, atordoada, devo ter ficado alguns bons segundos com a mão sobre minha boca aberta, completamente sem reação. Estava na metade dos 31 capítulos, e os autores, Takume Yokota (arte) e Ise Katsura (roteiro), fazem uma reviravolta completamente impensável naquela altura do campeonato. Todo o capitulo “Bizarre Love Triangle” e posteriormente a ele, foram lidos numa compulsão violenta e não apenas fui surpreendida a cada página, como também não pude deixar de notar a bela homenagem á clássica música da banda New Order. A letra da música se completa perfeitamente com a premissa do momento mais negro e obscuro da história de OMK – Posso dizer que se trata da trilha sonora daquele momento.

 Crítica

Nesse ponto, a história chega ao seu momento mais crível e psicológico. Cada capítulo uma surpresa e assim, até chegarmos naquele que para mim, é o divisor de águas do título, o quarto volume. A tensão dá lugar à reflexão e a história perde o seu propósito. Ou ao menos, essa é sensação que fica ao ler cada capitulo desse volume. Ao final da história, você tem a nítida ideia do que os autores quiseram passar, mas que acabaram se perdendo na narrativa e contradizendo o próprio roteiro até então. O que temos é uma ótima ideia, executada de forma magistral, mas que não consegue satisfazer plenamente no seu desfecho ao apelar para recursos baratos que a própria série fez questão de exorcizar a todo o momento. 


 Ao se acovardar diante os rumos que a história vinha tomando, temos um desfecho maçante e puxado que tenta a todo o momento te convencer pelo lado emocional, que na determinada conjectura não convence e não tem mais lugar. O lado crível dá lugar a velhos clichês de romance, que conta além do desfecho manjado, com o maior crime que um autor pode fazer com sua obra: Alterar completamente a personalidade de seus personagens sem a menor justificativa plausível. Ver um Kurosawa tão condescendente e apático, não é apenas sofrível, como também um insulto para a minha inteligência, onde o auge foi termos que engolir um final criado nas coxas – Até uma tsundere dá o ar da graça. Não me intendam mal, foi bonitinho, mas completamente descabido. Eu me vi saindo de um Death Note e entrando de cabeça nesses romances shounens, praticamente um Toradora (que a propósito, é um dos meus animes preferidos). Me senti imensamente trollada. A mensagem final dos autores é válida, mas a sua construção não. 

Além do mangá, ainda houve uma novel, Afther the Juvenile, uma história bem curtinha que reafirma a ideia sobre o abandono da adolescência, dessa vez escrita somente por Takuma Yokota, o desenhista. Bem interessante e importante para a total compreensão de tudo, mas dessa vez sem os delírios idealistas do último volume do mangá, sendo mais condizente com a proposta e sem forçar situações para atingir uma catarse completamente purista da história original. Termina “com nada resolvido”, assim como é na vida, como um breve momento na fila de um supermercado em que você acaba sabendo um pouco mais sobre a vida de uma pessoa desconhecida  que conta para outra, algum detalhe do seu cotidiano, mas que você acaba ficando sem saber como termina por que chegou a vez dela no caixa.

 Comentários gerais

Sinceramente, não acho que eu tenha sido um pouco dura na crítica, analisando da forma que for não é um desfecho convincente e muito menos aceitável. Certamente é algo que apaga um pouco o brilho de OMK, querendo ou não, a forma como um autor coloca o ponto final em sua história, pesa bastante para sua nota final. O caso de OMK me lembra bastante o de Tsubasa Reservoir Chronicle e xxxHOLiC, mangás coirmãos produzidos pelo grupo CLAMP, que tinham tudo para se tornarem a melhor obra das mangakas, mas elas se deixaram cegar pelo esplendor provocado pelo sucesso alcançado e não souberam concluir a excelente história que tinham em mãos. Mas OMK tem méritos suficientes para que ninguém deixe de lê-lo. 

A começar pelo fato de que se trata de um web-mangá. OMK é o melhor doujin já feito, muito superior inclusive a qualquer mangá profissional lançado nas antologias de renome – Quanto a isso, não há como discordar. Por mais que haja um culto, onde a série é super valorizada e apontada como um obra prima, o sucesso que ela tem alcançado mundialmente pela web, é justificável. O próprio fato de ser um doujin, uma história feita por amadores e divulgada na internet, é uma justificativa para todo esse misticismo. Mas ser considerado o melhor doujin já produzido, sem dúvidas é mais do que justo, apesar de que Evangelion RE-TAKE, consegue ficar no mesmo patamar no quesito história, te dando inclusive um desfecho bem mais coerente. Mas há de se levar em consideração o fato de OMK ser uma história criada completamente do zero, original e não uma releitura de outra já existente. Fora de ter sido feita por amadores – Gostaria muito de ler outras histórias dessa dupla, se fosse possível.


OMK tem várias referências que vão muito além de Death Note, indo também de Code Geass a Haruhi, fora outras tantas referências que escapam por falta de conhecimento. O elenco de personagens são bem diversos e todos carismáticos a sua maneira. Fizeram uma bela construção ai, onde a base dos personagens que ceram o Kurosawa, é o grupo de rejeitados da escola, os otakus. O character designer é bem original e atraente, não é bonito, mas também não é feio. É meio torto e esteticamente inconsistente, mas é um estilo que torna a arte de Takuma Yokota bem característica, como a de Sakae Esuno, autor de Mirai Nikki. Os enquadramentos também não deixam nada a dever para os profissionais e em muitos casos, superando-os. Todo o traçado do mangá foi feito a lápis, com exceção das capas de cada volume ou algum extra. O background é simplista, mas meio rebuscado e nota-se uma criatividade interessante ao compensar o fato de ser tudo feito a lápis, com um estilo bem áspero. Eu tinha outra opinião, mas pensando melhor, não teria sido tão atraente se a arte gráfica fosse mais limpa e produzida com retoques profissionais, como foi o caso de Re-Take. 


Sabemos que atualmente, a lei que rege o mercado de mangás, é a da beleza, aonde se chega ao ponto de ser ler um mangá somente pelo traço exuberante de seu autor e a concepção gráfica. Porém, é muito revigorante quando encontramos algo que não é descartável quando se chega ao fim e que te dá à oportunidade de refletir sobre algo – Mas também funciona como apenas um entretenimento barato, onde a história já se faz um excelente “passatempo”. Onani Master Kurosawa é nostálgico, mesmo que eu realmente não tenha curtido como o desfecho foi desenvolvido, conseguiu me arrancar lágrimas ao me fazer lembrar de situações já vividas. Desilusão, planos para o futuro e o difícil momento de ser virar as costas para sua vida escolar, fazem de “O Mestre da Masturbação” (Onani = Mastubação/ Master= Mestre), uma verdadeira salada de frutas que merece ser apreciada e vou frisar novamente caso não tenha sido suficientemente clara, não se trata de uma série hentai, apesar de ser bem forte graficamente para o “paladar” de algumas pessoas. Leitura recomendada principalmente pra quem procura séries envolventes e com alto teor psicológico. 

Arte: Takuma Yokota
Roteiro: Ise Katsura
Ano: 2005
Status: 31 capítulos (completo)
Demografia: Seinen
Gênero: Doujinshi, Psicológico, Drama, Adulto
Spin-off: Afther the Juvenile
Onde encontrar: Fuji Scan





29 comentários :

junior disse...

roberta não querendo discordar mas japão conservador?

eles mandam todo ano umas 30 animes sobre meninas de 11 a 15 anos se erotizando para o mundo


eles vendem calcinha usadas e sem lavar de colegiais.


eles puniam as mulheres com bukkake.


a atriz porno mais famosa de la parece ter 15 anos http://fc01.deviantart.net/fs28/f/2009/254/a/9/Maria_Osawa_by_artechx.jpg

Psy disse...

terceira vez qe tento escrever esse comentário, tá dose, mas o post vale o sacrifício.

A primeira vez que eu ouvi falar desse manga foi em meados de 2008e acabei cedendo a pressão dos amigos e lendo, apesar do meu ceticismo.

Felizmente, eu fui surpreendido por personagens tão genuínos, mesmo que a trama seja simples, é dinâmica no seu desenrolar. Gostei do post, apesar da forte crítica rsrsrs

Carlírio Neto disse...

Saudações


Roberta, ganhaste mais um ponto de respeito comigo com esta resenha de mangá.

Trata-se de um tema que, dificilmente, eu colocaria em pauta no meu blog. Não por desrespeito, mas sim por falta de coragem pura e escancarada de minha parte.

E concordo contigo: julgando pleo seu texto, é o fator psicológico que tende à predominar nesta obra.

Ótima análise.


Até mais!

Nat.chan disse...

Weeeeeeee!!

Parabéns pela Rebiew beta!
Quando você comentou no Twitter achei que vc tinha não tinha gostado do mangá todo, vejo que foi só o final que deu aquele Mixed Fellings por causa do Plot Twist xD

Mas sabe, eu gostei do final, deve ser pq eu gosto de finais felizes... quer dizer o protagonista mesmo sendo todo na Loucura, ele desde inicio já tinha um lado mais bondoso/Justiça... a questão é que no inicio esse o Dark Felling dele era bem mais forte e consegue passar mais impacto para nós...

Mas eu não fiquei surpresa com a mudança de personalidade dele no final, eu já esperava, como vc disse é algo bem clichê, mas acho que esse amadurecimento dele no fim da história foi bom para o personagem...

Bem eu só não gostei da escolha de "par" que ele fez no final -__-'... putz...

O Judeu Ateu disse...

"...recomendada por pessoas que possuem uma opinião relevante", e você acha que eu vou ficar feliz com isso? XD

Entendo você não ter gostado do final, pessoalmente não concordo com essa opinião, não vejo como algo forçado essa mudança de personalidade do Kurosawa como algo forçado, foi um progresso misturado com uma epifania, ele escolheu mudar e ele sofreu pra mudar, eu acho incrível, mas consigo entender o seu desgosto.
Talvez se o final da Kitahara (é assim que se escreve?) fosse diferente teria sido melhor.

Alias, um tema tratado em OMK, que até agora não vi as pessoas falando poco (talvez por ser uma viagem minha)é a perda da infância.
No começo, o Kurosawa tem um ar muito adulto e racional para uma criança de 14 anos, tanto que nem aparenta ter a idade que realmente tem, no entanto [SPOILER] após sua redenção, assumindo a culpa para a sala, ele já parece ter uma idade mais cabível com a realidade, como se estivesse tentando recuperar o tempo que perdeu por estar sozinho.

Fico feliz por essa análise, quem sabe assim alguém finalmente resolva realmente ler, mas acho que não tem jeito OMK já é e sempre será um cult. Simplesmente é algo que requer coragem pra se ler e também pra se resenhar, assim como você fez =D

Claus by the Wind disse...

Cara, o elfenlied brasil é um dos melhores blogs que já vi na vida, pqp, que matéria bem escrita, NOSSA!

10000!

Kyohei disse...

Não gostei muito do mangá, achei de um certo modo muito exagerado...

Matheus Aguiar disse...

Li o começo da postagem, gostei da premissa e fui procurar. Acabei devorando em pouco menos de 2 horas. Depois vim ler o final.

Hei de dizer que discordo da sua opinião, porque acredito que o impacto da Takigawa sobre ele foi forte o suficiente. Pelo menos pra mim, foi convincente. Decerto que da metade pra frente fica um tanto previsível, mas achei bem executado levando em consideração todas as loucuras da 'puberdade'. Antes isso do que se o mangá se extendesse demais.

Enfim, agradeço pelo artigo, sem ele não teria tido esta bela leitura de hoje :)

Anônimo disse...

Quando eu vi o post no blog, antes de lê-lo todo, resolvi primeiro ler somente sobre o plot, e achei que no mínimo deveria dar uma conferida...
Resultado: Acabei passando boa parte da minha tarde de domingo, na qual pretendia pôr em dia alguns animes, lendo ONK. Acabei agora pouco, e posso dizer que gostei muito e foi além de minhas expectativas.Um mangá que te prende até o final, seja pelo crescente desenvolvimento da trama ou por seus cliffhangers.Porém aquele final não me convenceu(não que eu não tenha gostado), pelo simples fato de parecer que foi cuspido do nada para finalizar a série, que até o momento, estava nos dando um desenvolvimento tão coerente(uma pena...)Mas no fim, foi uma leitura muito agradável e fluente, e com certeza saio com um saldo positivo disso.O post estava ótimo(menina, tu escreve muito bem!!!), obrigado pela recomendação, e parabéns pela corajosa iniciativa de escrever sobre OMK =D

Se yaa!

Cristiane Silva disse...

obrigada beta, pela dica. Li, gostei e fui atrás e terminei agora, ainda estou meio sem palavras. Este é um dos mangás mas bem escritos que eu já li. A premissa é bizarra, mas é ai que está o segredo. A masturbação como tema, é um meio literário e não um fim, como você bem explicou. Pessoalmente, discordo da crítica, mas entendo. Pode ser que esteja tomada pela emoção por ter acabado de ler, mas já considero como uma obra prima. Os 2 primeiros volumes é puro caos, os 3 e 4 trazem um dos finais mais satisfatórios que já pude ler.

O Kurosawa e sua evolução é meio incompreensível, ele era muito compulsivo. Mas o duro choque que ele sofreu com o SPOILER AGORA: fora que a Takigawa deu nele, para mim, é o mérito de toda a saga. Por isso discordo de você quando a ter sido forçado a mudança de personalidade dele. Ele sempre foi daquele jeito, só que mais retraído. Depois do grande baque que sofreu, é compreensível que ele tenha tido vontade de mudar. O interessante nisso tudo é a Kitahara, que é tipo o oposto dele o exemplo de alguém que não encontrou a salvação. Ou ao menos assim deveria ter sido. Seria mais impactante. A narrativa em primeira pessoa também é ótima e te coloca na pele do personagem.

Enfim, OMK mostra o melhor e o pior lado de um ser humano. Uma história inacreditável de fraqueza e redenção.

Posso não ter concordado com as críticas, mas adorei o post e obrigada por mais um dica. Tentarei comentar mais vezes já que nunca faço isso kkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Queria pedir para colocar o link de download do manga em portugues de preferencia, como fez em allumage, se for possivel ^_^

Trucyx disse...

Anônimo das 21:46, procure no google por Fuji-scan, 3° link provavelmente.

Recomendo você usar o Anime Blade quando estiver procurando algum anime/mangá. Ótimo site.

Kauê disse...

Uau, não lembrava desse ponto onde ele fotografava mentalmente os traquejos femininos, o cara dá traços poéticos para sua homenagem, genial hahaha

Concordo que o final soa repentino, mas nem de perto me senti agredido por ele. A mudança foi muito rápida, mas suas justificativas estão todas lá. Também achei bizarro a tsundere aparecer no final, mas o Lancaster deu uma opinião no Otakismo que fez sentido...pouco importa se foi tsundere, loli, milf, foi o inesperado, que estava lá do lado o tempo todo.

Kauê disse...

O mérito maior da obra não está nem em análise de roteiro, desenvolvimento, herói de Campbell ou o que for, mas na capacidade de fazer o leitor se projetar na história que tem essa premissa absurda.
Ela mexe e altera o leitor, e isso, acredito que possa ser melhor assimilado por homens, com um pouco de imaginação, outro tanto de memórias...as angústias de Kurosawa são tipicamente masculinas.

Isso não se cria com fórmula, OMK tem uma substância invisível, é um mangá que deu certo.

Roberta Caroline disse...

@Junior

É justamente por eles serem conservadores, que existe todo esse mercado das putarias. Só como curiosidade, os tentaculos que existem nos animes hentais, nasceram da lei de censura que próibe que vídeos assim mostrem a genitaia masculina e feminina, então essas partes são sempre censuradas. Seja anime ou com atores reais.

@Carlírio

Obrigado, amigo. Vou ficar mal acostumada. Mas tem todo esse lance do meu blog ser mais voltado pra essas coisas mais absurdas mesmo. Então, eu entendo perfeitamente que a abordagem em outros ambientes, como o Netoin por exemplo, teria que ser mais pensada.

@Nat

O meu problema é somente com a imposição que me pareceu ser aquele final feliz. Não restaram mágoas por parte de ninguém e nem mesmo a Kitahara teve o fim que deveria ter tido. =)

@O Judeu Ateu

A Kitaha deveria ter sido o reflexo do Kurosawa. Enquando um consegue se salvar, o outro acaba se perdendo. Acho que seria mais pé no chão.

@Kauê

Li o comentário dele e realmente, ele sempre esteve lá, presente durante todo o tempo. E realmente, OMK tem méritos o bastante pra um mero web mangá. Deveria é ser publicado oficialmente.



@Todos
Muito obrigado, gente. =)

Rosenball disse...

A questão do bulliyng nesse mangá é desenvolvida de forma altamente satisfatória. Esse drama consegue te envolver completamente. O interessante, é que poucas vezes pude ver em uma série de ficção, o bulling sendo retratado de forma tão verossimil. De tão realista, chega a doer no peito, principalmente se você já tiver sido vitima. É horrivel quando a Kitahara começa a sofrer abuso em frente toda a classe e NINGUÉM tem a coragem de impedir tal ato. Pior ainda, as garotas que a tornaram alvo de constante abuso, a humilham perante toda a turma e todos acham muito engraçado, muito divertido. Tal qual acontece realmente nas salas de aulas, seja de escolas publicas ou particulares, você não tem coragem de se intrometer e impedir a agressão, assiste a tudo de longe, indiferente ou apenas receoso, mas não deixa de dar aquela risada básica quando a situação chega num ponto comico, onde a única pessoa que sofre é a vitima.

junior disse...

mas existe uma pilha de hentais sem sensura nessas partes(vide bible black acho que todo mundo ja viu esse)

Moranguinha disse...

Estou lendo desde cedinho e adorando. Consegui arrancar umas boas risadas dali e tem umas passagens bem tenebrosas.

Um trecho:
"Ela senta ao meu lado desde o 3º semestre do 2º ano. Para ser honesto, eu nem consigo me lembrar quantas vezes eu me masturbei pensando nela"

Falou bem quando disse da sensação de estranhesa. lol

Roberta Caroline disse...

@Junior

Não entendo muito desses assuntos, mas o provável é que tenham sido feitos fora.

Kauê disse...

Junior, Hentai sem censura ou é feito fora do Japão (ainda que com capital japonês) ou é feito no Japão para o mercado externo, produto de exportação.

King disse...

Outras referências do mangá são a Kaiji(há uma parte em que 2 pessoas da sala estão a jogar com as cartas rei/escravo, que são usadas em Kaiji), a um grupo pop que canta "I wanna be a pop star", a Detective Conan e a Code Geass.

Anônimo disse...

Oi Roberta e a todos!

E termos de sinopse vejo aqui uma pretensiosa "homenagem" se tornando uma punição moral(à la 'Kira' como já mencionado,o que em termos criminais é relativamente pouco crível).
No desenvolvimento da estória seria uma forma chocante e asquerosa de contar fatos desembocar num fim mal desenvolvido(segundo a própria Roberta,por exemplo).
No fim das contas,num enredo com ares de absurdo é até concebível,mas ainda questionável...Entretando o questionamento é grande parte do charme de uma obra descrita desta forma.

Ja ne!

Marco_Reis disse...

Caaralho meu!!!

É só ficar duas semanas sem net que o Blog passa excelentes post’s. E este post “Onani Master Kurosawa: O Mestre da Masturbação” merece os melhores comentários possíveis. Caroline você está de parabéns. Não é a primeira vez que comenta algo polemico e diretamente ligado a sexualidade humana, quem não se lembra do post “Nana to Kaoru: E garotas que adoram comédias eróticas”, cujo o tema desenvolvido é S&M. Mas o que cativa o leitor e é a crível construção do texto. Pode ter certeza que vou ler esse mangá.

Marco Reis

Soneca disse...

Está marcado para a leitura...depois de Higurashi. Acredita que ainda não tive coragem para ver? =P

Slam Dunk disse...

Qualquer descrição ou anáselise sobre Onani Master Kurosawa sempre vai ser imcompleto, é muita coisa a se explorar e comentar. E como você comentou, algumas coisas acabam escapando. Mas o seu post ficou excelente, adorei.

O começo é mesmo estranho, mesmo eu sendo garoto, senti algo diferente, imagina pra uma menina lendo. É bem pesado a forma como o autor represente a mente do Korosawa, como leitor, achei fantastico a metalinguagem usada como ele violentando brutalmente todas elas. Pois é exatamente assim que é Roberta, homem é um bicho infeliz. Nós imaginamos vocês em cada situação que se soubessem, nem olharam ou tc conosco novamente. Não me intimido em confessar que já homenagiei desde colegas até meras desconhecidas que eu via passando na rua mas que eram tão sexy, que o meu ***** latejou na hora. O que resultava em minha ida várias vezes no banheiro já que nunca tive privacidade em minha casa. Mas hoje não, os 28 anos de idade pesam bastante.

O mangá fica bem dramatico depois a medida em que se vai lendo. O autor incluir de forma sutil algumas paródias que tornaram a leitura ainda mais satisfátoria.

Eu sinceramente me senti representado em Onani Master Kurosawa.

Moranguinha disse...

terminei de ler agora. Mangá muito alucinante do inicio ao fim, adorei º/
só não gostei do fato do Kurosawa ter esquecido muito rápido da Takigawa. No meu final ideal, ele continuaria nutrindo sentimentos por ela. A Kitahara morreria e o pessoal não perdoaria o Kurosawa. Agora vou ler a novel, tomara que seja tão bom quanto.

Jones disse...

Como sempre dou as caras do nada rs. Será que ainda tem espaço pra comentar este post seu?!?! Bom primeiramente parabéns pelo post , ta muito foda, realmente aguçou minha curiosidade sobre o manga, tanto é que eu li este post dia 22 as 11:00 e “sai correndo” atrás do manga + o final (lightnovel traduzido no word msm) e acabei lendo inteiro, fui terminar de ler as 2:00 da matina. Fazia tempo que eu procurava alguma coisa estilo light novel pra ler e daí como sempre aparece nossa Carol pra nos apresentar algo na medida. E o que mais me surpreendeu foi o final, realmente nunca imaginei que ele ficaria com a menina que ficou rs. Valew msm Carol por nos proporcionar sempre coisas novas pra ler. E fica de boa, apesar de eu não comentar toda hora estou sempre lendo seus posts XD. Bjocas

O Mundo escuro de Morringhan disse...

Esse é o primeiro mangá (que não tem até dois volumes) que eu terminei. Eu não tenho muito o hábito de ler mangás. Eu o conheci por recomendação em uma comunidade e é exatamente como você colocou: "é um mangá sobre crescer". O desenvolvimento psicológico é surtante. Você acaba às vezes se identificando com um sentimento ou outro.
Aquele "mala" que está sempre na sua cola e você odeia mas depois acaba percebendo que amigo leal ele é...
Bullyng...
Amor...
Punição e redenção...
É uma história complexa porque expõe os sentimentos dos personagens muito, deveria ser lido por todos e todas (O título e as cenas iniciais podem enganar).

Estou muito feliz por você ter resenhado esse mangá assim mais pessoas irão lê-lo ^.^
Kisses^.^

Kiddo disse...

Se o mangá for tão bom quanto a review, realmente vale a pena ler. É isso aí, mais um para a lista.

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